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Trânsito Número de jovens motoristas cresce a cada ano
Indecisão e inexperiência são alguns dos desafios para os recém-habilitados Foto-montagem: ARO 18 Eles eram, em 2002, 15 mil no trânsito brasileiro. Em 2003, o número de motoristas com idade entre 18 e 45 anos já cresceu para 16.700, e agora são 45% do total de habilitados no território nacional, de acordo com dados do Departamento Nacional de Trânsito (DENATRAN). Junto com o índice, o número de acidentes com essa faixa de motoristas também é o campeão: foram quase 58 mil ocorrências com vítimas não fatais envolvendo jovens de 17 a 29 anos somente na região Sudeste, no ano de 2002, contra 49 mil envolvendo motoristas acima dos 30 anos de idade. "O que eu sinto mais dificuldade é o meu despreparo para ter jogo de cintura e lidar com as várias situações do trânsito", afirma a universitária Bruna Turco, 18, com habilitação a 4 meses. A insegurança e a falta de prática são um dos fatores que incham as estatísticas negativas dos jovens motoristas. E, com elas, seguem o aumento das restrições e o preço do seguro do veículo. Para o professor de inglês Guilherme Salviati, habilitado a cerca de 6 meses, a observação e a cautela são as melhores escolhas para os "novatos". "Observar me ajudou muito, talvez seja o que mais me ajudou. Eu observava meus pais ou meu irmão dirigindo, percebia isso ou aquilo e tentava fazer algo parecido", explica Salviati. Ainda para Salviati, a habilitação não é garantia de uma direção segura. "Quando se está na auto-escola você está acompanhado de um instrutor que pode te ajudar a qualquer hora. Mas, quando se está no trânsito e sozinho é que se tem ciência das dificuldades", revela o professor. Para se adequar a essa realidade, o DENATRAN já começa a pôr em prática iniciativas como o "Rumo à Escola", projeto que prevê a educação no trânsito como item permanente da grade curricular de escolas do ensino fundamental que aderirem ao projeto. Modificações sociais e conscientização parecem ser caminhos adequados para formar motoristas capazes de reverter o quadro de "campo de batalha" em nossas ruas. É o que a ARO 18, ao menos, espera. - Postado por: ARO 18 às 14h26 [ ] [ envie esta mensagem ]
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